quarta-feira, 19 de março de 2014

Moça, Relaxa...





Como descrever esta modinha de Anselmo Ralph?

Bem, para começar, podemos dizer que o seu título é tão bom como o próprio nome do artista. Saber que existe alguém chamado Anselmo Ralph a fazer música dá-me logo vontade de ir comprar um par de phones cor-de-rosa tigresse para exibir no metro.



Mas vamos ao que interessa. A canção fala-nos de uma jovem ansiosa, atormentada pelo medo de perder o seu amor. Mas Anselmo, simpático como é, procura acalmá-la com doces palavras sentidas:



Moça não é só couro,
tu és a minha prata, o meu ouro..
e quando estou doente tu és meu o soro
na minha baliza só tu marcas goloo!!



Não sei exactamente o que a referência à pele de um animal morto fará numa canção de amor, mas esse é um problema de Anselmo e não meu. O que interessa é que a rapariga fique relaxada. Porque, como assegura Anselmo:



Então moça por favor relaxa,
pois ninguém vai tirar,
tirar o teu lugar no meu coração, não
Moça por favor relaxa
pois ninguém vai roubar,
roubar o teu lugar no meu coração
oh não, oh não.



Repararam no génio do homem? Parece que está a dizer o mesmo, mas se olharem bem... está. Só muda uma palavra. Que ainda por cima é um sinónimo. Mas esperem, isto fica melhor:



És dona da minha toca, ..
ficar sem teu beijinho eu não posso
eu estou contigo a todo terreno
o nosso amor é 4X4



Hã?! Agora até os veículos todo o terreno são chamados para a conversa? O rapaz está mesmo empenhado em relaxar a jovem.



Bom... a partir daqui a música torna-se num mistura de cinco palavras que se repetem para enfatizar a mesma ideia anterior, por isso não vou estender mais a análise.



Contudo... temos de dar o devido valor a Anselmo. Só antevejo duas hipóteses para o destino da moça depois de ouvir esta canção: morte cerebral ou suicídio. Em qualquer uma delas, a moça estará sem dúvida relaxada e Anselmo poderá continuar a fazer o que faz melhor: qualquer coisa que o mantenha afastado de um microfone.








segunda-feira, 17 de março de 2014

Suzy, Emanuel e o orgulho de ser Português.





Festival da canção.

Nunca três palavras (ou duas palavras verdadeiras e uma preposição minúscula, vá) nos transportaram tão rapidamente para o mundo das coisas más. A magia começa logo nas eliminatórias. Uma panóplia de gente cheia de vontade de brilhar, sonhos e, infelizmente, de uma carrada sem igual de bimbolismo.

-E o que é "bimbolismo"? - perguntam vocês.

Pois passo a explicar:

Como o nome indica, o bimbolismo é como o alcoolismo, só que em vez de beber as pessoas são viciadas em ser bimbas. Os problemas de álcool resolvem-se, mas o bimbolismo é uma doença séria superada por poucos.

No caso da canção vencedora, a Suzy e o Emanuel juntaram-se para criar uma ode ao bom gosto e glorificar o nosso pequeno Potugal com os seus talentos musicais. E os Portugueses (ou pelo menos aqueles que votam nos candidatos do festival) responderam, hipnotizados pelo já célebre UA UA UÊ UA UÊ.

Dizem as más línguas que os votos foram manipulados e que a Catarina Pereira devia ter ganho com a sua modinha "Mea Culpa". Deixo ao vosso critério.









Genial.

Al.

Al.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Eu não disse que ele era conhecido no estrangeiro?

A eloquência de Vítor Nunes não se esgota na língua portuguesa. Um génio destes não se pode limitar a exprimir as suas ideias (tão acima da compreensão do mero mortal) em apenas um idioma pelo que, aparentemente, decidiu honrar a língua inglesa com um vídeo semelhante ao que já vos mostrámos.


Uai that?

Becóse you diserve tha best.


Dj Vítor Nunes

"Tudo é manobrável em tempo real." Palavras sábias deste Dj de renome, conhecido internacionalmente e, quem sabe, também no estrangeiro. Há quem diga que Vítor Nunes criou este vídeo para ser gozado para toda a eternidade. Eu discordo. Acredito profundamente que este Homem com H maiúsculo (já másculo seria outra conversa a ter) pretende deixar-nos de boca aberta com as suas capacidades artísticas e filosóficas, como se Mozart e Descartes utilizassem a famosa técnica de FUUUSÃO YAAAAAAAA, já divulgada pelos prodígios das artes marciais Son Gohan e Son Goten, adoptando a aparência sensual bem ao estilo de Nuno Graciano.

Vítor Nunes inunda-nos com o seu talento, especialmente no domínio invejável da técnica oratória. É impossível sentir qualquer tipo de tédio ao ouvir este prodígio, não podemos evitar absorver todas as pérolas de sabedoria que nos atira generosamente. Alia o conhecimento do passado e do presente e tem a humildade suficiente para não referir que conhece também o futuro (quem julgam que ensinou o Mestre Alves?), embora o espectador atento possa observar claros sinais de que o conhecimento deste Dj não se limita à nossa dimensão. Aliás, atrevo-me a dizer que tamanho génio não pode ser deste planeta.

Sabendo que se dirige a seres intelectualmente inferiores, reforça a maior parte das suas afirmações através da linguagem corporal (ver o exemplo do dedo indicador apontando para a cabeça, ao referir a "ideia"), o que revela a sua faceta humanitária. Também sabe divertir-se e abanar o capacete, mas sempre de uma forma discreta e contida, para não ferir os egos dos dançarinos menos experientes.

E já sabem, para contratos, ou boas conversas, enviem um e-mail para: djvitornunes@hotmail.com


Eu já enviei!


segunda-feira, 12 de março de 2012

Porque as coisas más voltam sempre.

Tenho andado deprimido. As minhas folhas verdes andam meio amarelas com a seca e o resto da vontade, levou-a a tão famigerada conjuntura mundial. Já lá vai um ano que o agrião não vem às coisas más, mas as coisas más não me esqueceram.

E quem melhor para me animar que Madonna ( ou pelo menos alguém muito parecido) envergando um maiô cor-de-rosa e dançando com toda a pujança que apenas ela sabe ter.





aaahhh como tinha saudades disto!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Casa da Colina



A mim assustou-me, e a vocês?

Leonardo, o homem do grito!

Já que estamos numa de falar de traumas, achei que devia partilhar convosco este vídeo:



Reparem, o rapaz até começa baixinho para não assustar o júri, cheio de estilo e confiança. Ele podia ter ganho, mas lá para o meio da música começa o ataque de epilepsia e estragou-lhe o esquema todo...

A vida é injusta!

Meu Ursinho, a história de um drama.

Todos nós temos traumas de infância. David Metal (nome artístico) claramente não é excepção e decidiu escrever uma música que nos fala do seu.



Nunca o trauma de um ursinho roubado foi tão bem retratado.

Mas o melhor é que o jovem David tocou o seu tema com o Andreas Kisser (Sepultura):



O que mais se pode pedir?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Nhuki Nhuki!

Reparem como o entusiasmo da miúda (nhukunhulinhukinhukinhki!) vai decrescendo (para um simples nhuki... nhuki... e uma cara de nojo), especialmente quando repara que está a ficar com o cabelo todo sujo. Deve ser um novo tratamento capilar, ou assim...


Feliz Navidad! (que é como quem diz, tomem lá uma musiquinha toda bónita)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Esses Bastardos do Contenente!



O que se pode dizer sobre tanta classe... Na verdade, não se pode dizer muito mais, aqui o Beto já disse tudo!

domingo, 28 de novembro de 2010

"Mourinho é doente mental"



Sim, parece-me que o diagonóstico está correcto. O paciente é que foi o errado!

The winner takes it all (including your sanity)



Por onde começar????? A voz e a entoação do senhor? A tradução literal desta música já por si só tão profunda? A escolha maravilhosa do grafismo das letras (que me parece ser a única racional, visto que lembra aquelas fitas da polícia para manter as pessoas afastadas das cenas de crime)? Os cenários foleiros?

A indecisão mata-me... E este vídeo também.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Phanta du Prince -- Encosta-te a Mim

Nunca fui grande amigo do teckno minimal. Musica cerebral para pastilhados? Percebo a ideia de musica para dançar, despida do máximo de enfeites e concentrada no essencial, mas sempre que punha o produto (sonoro) em teste numa qualquer festa lisboeta (e há muitas), acabava por desistir cedo e procurar outra coisa rapidamente, antes de adormecer derrotado em cima duma coluna.

Foi por isso com bastantes reservas que avancei para este Black Noise, do Phanta du Prince. As fontes que o recomendam como dos melhores do ano não são as comuns para este género, quem sabe poderia ser mais um daqueles álbuns crossovers a lá Outkast que agradam a toda a gente de todos os lados e vendem milhares mas são esquecidos por todas as frentes duas semanas depois.

O álbum não é crossover de coisa nenhuma. Na verdade, ainda troço o nariz a quem o apelida de teckno minimal, pois eu me tenho afastado tanto do género que já não sei o que ele é, ou então houve uma revolução assustadora. Os sons não são mínimos - no máximo são concretos - e as paisagens sonoras são a Islândia, não o Pólo Norte. Uma absoluta delícia do principio ao fim dos seus assustadores 70 minutos de duração, mais que recomendado para os amantes da electrónica mais exigente que ainda precisem de carinho.

Esta não é uma resenha do álbum, confesso que já se tornou um vício por aqui e escrevo esta trapalhada enquanto o oiço pela quarta vez desde que acordei; mas este texto não é sobre a obra completa. É mais apresentação daquela que já é das melhores colaborações do ano, chama-se Stick To My Side e é Pantha du Prince com Noah Lennox (Panda Bear), apresentação do - ok, pronto - excelente Black Noise, editado já pela Rough Trade. Fica aqui o doce.


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Museu da Menstruação



Pois é. Ás vezes, quando estamos à procura de informação, encontramos o que não queremos.

Enquanto pesquisava para um trabalho, deparei-me com o Museum of Menstruation and Women's Health. A primeira pergunta é "WTF???!!!". Contudo, após este primeiro choque, a curiosidade ataca. Mas essa curiosidade não pode ser saciada porque o site é simplesmente tão bem pensado como a existência deste museu. Fica à vossa consideração:

http://www.mum.org/


Mas se acham que este é ridículo, leiam isto!

Sem dúvida, a melhor música de sempre.



Ajuda se ouvirem a música a ler a letra:

lolololololololololololoooooooooooooooooooooooooooooooo lololoooooooooooooooo looooooooo loooooooooooooo
ah ah ah ah ah ahahahah ahahaha

oh ho ho ho oh
hohohoho hoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooó

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Eh pa, desculpem lá, adormeci ao 1000º ló do senhor de cara psicopata...

(Juro que tenho um prof que fala esta língua!)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O Anús, antro de cultura

Embora a exposição já tenha acabado, acreditamos ser essencial dar-vos a conhecer a obra exposta, em 2007, na Fundação Serralves, cujo tema é, nada mais nada menos, que o buraco onde o sol não brilha.

O Anús, rabo, olho do cú, ou como lhe quiserem chamar é um local vastamente negligenciado. Gostamos de esquecer que o temos, mas, se não o tivéssemos, seriamos, com toda a certeza, bastante infelizes. É através dele que nos libertamos do que não interessa, do que nos poderia afectar a saúde e a disposição se ficasse dentro de nós. Se as nossas vidas tivessem um olho do cú, seriam, com toda a certeza, muito mais felizes!

Deixo-vos com as imagens de tão bom uso dos fundos do ministério da cultura: